Judas

“Judas pegou o dinheiro do Senhor. Judas recebeu a Ceia das mãos do Senhor. Judas teve seus pés lavados pelo Senhor Jesus, e então caminhou com aqueles pés lavados até os governantes dos judeus, e dali para o Getsêmani. O resultado de suas maquinações foi a salvação do mundo”

Douglas Wilson

Salmo 116

1. Amo ao Senhor, porque ele ouve a minha voz e a minha súplica.

2. Porque inclina para mim o seu ouvido, invocá-lo-ei enquanto viver.

O salmista declara seu amor pelo Senhor num momento de profunda angústia, e também o declara, porque Ele ouve o seu clamor.

É a decisão de se abrir com a pessoa certa. Invocar Aquele que tem poder para responder e agir!

3. Os laços da morte me cercaram; as angústias do Seol se apoderaram de mim; sofri tribulação e tristeza.

4. Então invoquei o nome do Senhor, dizendo: Ó Senhor, eu te rogo, livra-me.

Sentimentos de morte estavam o cercando. Talvez o pânico, a depressão? De fato era uma angústia “de morte”, uma angústia “do inferno”.

5. Compassivo é o Senhor, e justo; sim, misericordioso é o nosso Deus.

6. O Senhor guarda os simples; quando me acho abatido, ele me salva.

Que bom que Ele tem compaixão de mim! Ele é justo, misericordioso! Na minha simplicidade, quando abatido, eu sou salvo por Ele! O Senhor não me deixará nessa situação! Por isso eu digo a mim mesmo:

7. Volta, minha alma, ao teu repouso, pois o Senhor te fez bem.

8. Pois livraste a minha alma da morte, os meus olhos das lágrimas, e os meus pés de tropeçar.

Muitas vezes a sensação que temos é que, a angústia é tão grande a ponto de sentirmos que vamos “chutar o balde”, ou sentimos que algo trágico possa acontecer conosco, o que seria a nossa “queda”, ou a nossa “morte”.

9. Andarei perante o Senhor, na terra dos viventes.

Aleluia!

10. Cri, por isso falei; estive muito aflito.

O justo viverá pela fé, e sua boca deve falar de acordo com sua fé. Com o coração nós cremos, com a boca, confessamos!

11. Eu dizia na minha precipitação: Todos os homens são mentirosos.

Quando estamos numa situação extrema, generalizamos a condição humana. É quando sentimos a falsidade na pele, a apunhalada nas costas, enfim, quando ficamos sozinhos, e pensamos: todos são mentirosos!

12. Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito?

13. Tomarei o cálice da salvação, e invocarei o nome do Senhor.

14. Pagarei os meus votos ao Senhor, na presença de todo o seu povo.

Então nós lembramos, ao clamar o Senhor, que Ele tem promessas a nós, e que um dia, diante d’Ele, nós fizemos promessas também, de segui-lo, custe o que custar, de viver por Ele, de amá-Lo acima de todas as coisas!

15. Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos.

16. Ó Senhor, deveras sou teu servo; sou teu servo, filho da tua serva; soltaste as minhas cadeias.

O medo da morte vai embora quando nós lembramos que somos d’Ele, e que, ao morrer, não morreremos de fato, mas apenas partiremos para estar PARA SEMPRE COM ELE.

Somos apenas servos d’Ele. Nossa vida é um sopro, portanto, Ele é quem dá, Ele é quem toma. Estamos em Suas mãos!

17. Oferecer-te-ei sacrifícios de ação de graças, e invocarei o nome do Senhor.

18. Pagarei os meus votos ao Senhor, na presença de todo o seu povo,

19. nos átrios da casa do Senhor, no meio de ti, ó Jerusalém! Louvai ao Senhor (Sl 116).

Finalizando então, ele diz que “cumprirá” tudo o que disse na presença do Senhor e na assembleia dos santos, e com um coração cheio de gratidão oferecerá sacrifícios de louvor, nos Átrios do Senhor!

Esse Salmo descreve perfeitamente a alma justa, aflita! Farei dela a minha oração, neste dia.

Vinícius de Oliveira

Entrega tuas preocupações ao Senhor!

Entrega tuas preocupações ao SENHOR! Ele te sustentará; jamais permitirá que o justo venha a cair (Sl 55:22).

Vivemos em um tempo em que a ansiedade bate à porta.

Na correria do dia-a-dia, com tantos afazeres, vamos nos sentindo sufocados e “sugados” por tudo e por todos. São muitas exigências além do “básico” (passar tempo a sós com Deus, ser marido e pai exemplar – e presente! Ser um cristão envolvido com a obra de Deus, se dedicar ao trabalho, cuidar da saúde, etc.).

Nosso desafio é, num mundo de tantas exigências, continuar fechando a porta do nosso quarto, e a sós com Deus, desenvolvermos intimidade com Ele, a ponto de entregar todos os nosso cuidados a Ele, para que todas as outras coisas em nossas vidas caminhem sob os cuidados d’Ele.

Não adianta! Simplesmente não funciona tentarmos controlar a nossa vida!

Se tomarmos o cuidado de entregar nossas preocupações ao Senhor, Ele mesmo não permitirá que venhamos a cair!

Vinícius de Oliveira

Código de conduta

Ele estabeleceu uma lei em Jacó, determinou um código de conduta em Israel. Ordenou a nossos pais que o ministrassem a nossos filhos, para que a geração seguinte o aprendesse; e os filhos que haviam de nascer, quando maduros, o transmitissem igualmente a seus filhos, para que depositassem em Deus sua confiança e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas guardassem seus mandamentos, a fim de não se tornarem como seus pais, geração indócil e rebelde, geração de coração inconstante, de espírito infiel a Deus (Sl 78:5-8)

Temos um código de conduta para caminhar com Deus. Há uma forma de viver que O agrada.

Além de receber esse “código de conduta” e termos a responsabilidade de vivê-lo, há uma tarefa tão importante quanto andar de acordo com ela: transmitir aos nossos filhos. O objetivo? Que eles, ao se tornarem maduros, transmitam aos seus filhos também! E por que isso?

  • Para aprenderem a confiar em Deus;
  • Para não se esquecerem dos feitos de Deus;
  • Para não se tornarem rebeldes;
  • Para manterem um coração ensinável e dócil;
  • Para serem constantes, e dessa forma, fiéis a Deus.

São coisas que observo muito na geração de hoje, ou seja, exatamente o contrário:

  • Uma geração ansiosa e que não confia em Deus;
  • Uma geração “esquecida” e por isso ingrata, que não dá valor ao que tem;
  • Uma geração rebelde e endurecida (não possui um coração ensinável);
  • Uma geração infiel a Deus e aos seus relacionamentos.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós nesse tempo onde estamos abrindo mão de tantos princípios importantes, e pior ainda, deixando de transmitir aos nossos filhos para que a próxima geração seja fiel a Deus.

Vinícius de Oliveira.

Sentindo-se afadigado!

Ouvi-me, todas as ilhas, e vós, povos e nações longínquas, prestai atenção!

Antes de eu nascer Yahweh me escolheu e convocou; desde o ventre de minha mãe ele pronunciou o meu nome.

De minha boca fez uma espada cortante, abrigou-me na sombra da sua mão; fez de mim uma seta afiada, escondeu-me na sua aljava.

Disse-me: “Tu és meu servo, Israel, em quem me gloriarei”.

Todavia considerei: Tenho me afadigado sem qualquer compensação; tenho despendido minhas forças em vão e para resultado algum.

Contudo, o que me é devido está seguro nas mãos de Yahweh e a minha recompensa guardada com o meu Deus (Is 49:1-4).

Muitas vezes, mesmo sabendo do nosso chamado, das promessas de Deus pra nós, de tudo o que Ele já falou com a gente, sentimos como que “correndo em vão”. O desgaste, a fadiga, faz com que nosso trabalho pareça não estar dando resultado.

Às vezes parece até que estamos correndo sozinhos. Ninguém parece se importar, afinal, ninguém quer perder tempo com as coisas de Deus. E isso nos gera uma “santa indignação”.

Certa vez Davi disse: “Do céu, observa Deus os filhos dos seres humanos, a fim de ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus. Todos se extraviaram, semelhantemente se corromperam; não existe alguém que pratique o bem, não existe nem mesmo uma só pessoa” (Sl 53:2).

Moisés, ao ver como os hebreus eram tratados no Egito também se indignou, e depois acabou sendo usado por Deus justamente para livrar esse povo da escravidão.

Jesus, ao ver o que estava sendo feito com aquele lugar que foi construído para ser uma “Casa de Oração”, não só indignou-se como também expulsou os cambistas de lá, denunciando que eles transformaram essa casa em uma toca de vigaristas!

De fato há muitas coisas para se falar hoje sobre o que estão fazendo com o Evangelho de Jesus. Não precisaria nem ir muito longe: basta ligarmos a TV para ver a fé em Cristo sendo vendida como um produto que pudesse ser comprado. Mas não é disso que estou falando.

Falo das guerras que temos vivido dentro das quatro paredes das nossas igrejas, no meio da nossa liderança; guerras tais como, quando competimos, quando “começamos” uma outra igreja já com 200 pessoas (?); quando cada um dentro corre atrás do seus próprios interesses e não o dos outros; quando faltamos com devido respeito pelos nossos pastores – guias espirituais – segundo o livro de Hebreus, diga-se de passagem.

Confesso que continuam me chocando os “desigrejados”, “independentes” na fé, os que mudam de igreja porque não gostaram do que ouviram!

Ah, Vinícius, mas a coisa toda está feia!

Sim, isso é verdade, mas graças a Deus não é a minha realidade (pelo menos não na minha família e liderança!). Tenho pais e pastores tementes a Deus, que não “entraram nessa” pra ganhar dinheiro. Sou privilegiado por fazer parte de um meio que, mesmo com todos os escândalos que temos visto por aí, têm se mantido íntegros na Fé!

Então o que me choca?

O que me choca é exatamente o que essa geração de líderes e pa$tore$ da TV geraram. O que me choca é exatamente o que as pessoas que não tem andado com Deus geraram: uma geração rebelde, inconstante, insubordinada, desobediente aos pais e autoridades, sem amor e afeição, interesseiros, falsos e egoístas!

É exatamente nesse ponto que quero chegar: o que essa geração tem causado em nós, pastores (muito falhos, é verdade!) que têm buscado servir a Deus em sinceridade de coração? Tem causado exatamente o que disse no título: fadiga, cansaço!

Em outras palavras, os líderes têm morrido mais cedo (sem falar nos que têm tirado a própria vida), se estressado e se afadigado justamente porque muitas vezes servem a um povo insubordinado!

“Sede obedientes aos vossos líderes espirituais e submissos à autoridade que exercem. Pois eles zelam por vós como quem deve prestar contas de seus atos; para que ministrem com alegria e não murmurando, porquanto desta maneira tal ministério não seria proveitoso para vós outros” (Hb 13:17).

Mais uma vez digo, há lobos sim, ao invés de pastores; mercenários, e foram eles que cooperaram para esse cenário atual, da mesma forma que há crentes ainda que nos dão uma alegria tão grande, que geralmente até dizemos: “ah, queria ter uns 10 desse por aqui!”.

É por isso que faço das minhas palavras esse desabafo do profeta, onde ele sente que tem “despendido forças em vão e para resultado algum”.

Porém ele continua dizendo ainda no versículo 4:

“Contudo, o que me é devido está seguro nas mãos de Yahweh e a minha recompensa guardada com o meu Deus”.

Vale a pena! Ainda vale a pena!

E não estou aqui de forma alguma criticando pessoas e colocando os pastores num patamar elevado; muito pelo contrário! Nós, líderes, somos apenas os “remadores do último porão”, existimos apenas para servir, e como Paulo dizia, também nos sentimos assim: “o pior dos pecadores”, carentes da mesma graça de Deus!

Isso é apenas um desabafo!

Hoje, estou fazendo uma consulta no cardiologista, que pediu uma bateria de exames, pois tenho passado muito mal com crises de pânico e ansiedade.

Sou ansioso? Nunca fui. Sou agitado? Nunca!

Sempre fui tranquilo, meu prazer sempre foi estar no meu cantinho em casa tocando meu piano, ouvindo boa música!

Mas o que eu e minha esposa vivemos nos últimos anos, é uma descarga emocional desproporcional à nossa estrutura. Foi realmente demais pra gente.

Por isso, precisamos de muita, mas muita oração e compreensão! Assim como passamos horas e horas orando e ouvindo cada um de vocês, chorando com vocês, e levando a carga de vocês.

Sei que não morrerei, antes, viverei e contarei as obras do SENHOR!

Vinícius de Oliveira

Uma vida de intimidade com Deus

A Torre de Babel

A Torre de Babel é um episódio bem conhecido, onde Deus confunde as línguas de todos os povos (Gn 1). A intenção deles era “edificar uma cidade e uma torre cujo topo chegue até aos céus e tornar célebre o nome deles” (vs 4); O interessante é que Deus mesmo viu que “o povo é um, e todos têm uma mesma língua… não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer” (vs 6).

Isso significa que, não importa se o projeto é “correto” ou não, se os ideais são honestos ou não, se houver unidade, ninguém pode impedir esse projeto. Isso vale tanto para coisas boas como para coisas ruins. Um exemplo é a corrupção na política do nosso país – é impressionante como eles se protegem uns aos outros, todos são iguais, e aparentemente “prosperam” em seus intentos, pois há unidade de propósito!

Porque muitos projetos não dão certo? Porque entram em conflito os interesses pessoais das pessoas, e daí os projetos não prosperam porque não há concordância total. É claro que um projeto ganancioso como esse tem prazo de validade.

O tempo é a melhor resposta pra tudo! Deus mesmo intervém! (vs 7). Provérbios 16:1 “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR”);

Após a intervenção de Deus, esse lugar ficou conhecido como Babel (confusão – vs 9).

A Torre de Babel X Pentecostes

Em ambos os casos houve uma “distribuição” de línguas diferentes. Mas qual a diferença entre as duas situações? Em ambas as situações há “unidade de propósitos”: porém na Torre de Babel eles queriam fazer seu próprio nome conhecido. No Pentecostes eles estavam orando, esperando pelo derramar do Espírito.

Voltando ao episódio da Torre de Babel: nesse contexto Deus chama Abrão – do meio de um povo idólatra – 292 anos após o dilúvio e 48 anos antes da história da Torre de Babel.

A família de Abrão (Gn 11)

Terá gerou 3 filhos: Abrão, Naor e Harã. Harã gerou a Ló, ou seja, Ló era sobrinho de Abrão (vs 26,27).

Harã morreu quando seu pai Terá ainda era vivo (vs 28).

Terá (o avô) tomou seus dois filhos (Abrão e Naor), suas mulheres e Ló (filho do falecido Harã), saiu de Ur dos Caldeus e foi para Harã (vs 31).

O chamado de Abrão (Gn 12:1-4)

Deus chamou Abrão (vs 1);

Prometeu abençoá-lo e fazer dele uma grande nação (vs 2);

Quem o abençoasse seria abençoado, quem o amaldiçoasse seria amaldiçoado (vs 3a);

As próximas gerações seria abençoadas por meio dele (vs 3b);

Abrão obedece ao chamado de Deus, Ló vai com ele (vs 4);

A separação de Abrão e Ló (Gn 13:10-13)

Após a passagem pelo Egito devido a fome na terra (Gn 12:10), Abrão parte para Neguebe. Ali ele e Ló já estavam muito ricos, tão ricos que tiveram que se separar (vs 6,9);

Ló infelizmente olha apenas para a aparência da terra, e acaba escolhendo a melhor terra, porém a terra próxima a Sodoma e Gomorra (vs 12,13);

1) Não use a desculpa do meio em que você vive:

Se você nasceu ou vive em um lar idólatra:

Talvez você não tenha tido o privilégio, como eu, de ter nascido em um lar com princípios da Palavra de Deus. Isso realmente faz grande diferença. Mas isso não pode ser desculpa; tive vários amigos – inclusive filhos de pastores e líderes – que se desviaram, ou pior, talvez nunca se converteram realmente!

Daniel, quando levado para a Babilônia, decidiu que não se contaminaria com as iguarias do rei e da Babilônia (Dn 1).

2) Você precisa de um referencial:

Abrão foi um pai espiritual. Ló (seu sobrinho) e todos os outros foram abençoados por caminhar com Abrão; todos que caminharam com ele foram abençoados também; todos que o tentaram prejudicar arrumaram um problema com Deus.

Abrão erguia altares ao Senhor – erguer um altar era a forma de se adorar a Deus. Há várias referências de altares erguidos por Abrão durante sua caminhada com Deus.

Eu tive e tenho pastores em minha vida – meus pais na fé, pastores e líderes que formaram a minha base cristã; pessoas que me pastoreiam hoje.

3) Você precisa SER um referencial:

O que significa ter uma vida “no altar”? Uma vida dedicada, separada para Deus;

Como ter uma vida dedicada/separada para Deus? O padrão está na Palavra de Deus!

Erguer um altar é procurar ter relacionamento com Deus através de uma vida de oração e a leitura/meditação na Palavra;

Salmos 43:4  “Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha grande alegria; ao som da harpa eu te louvarei, ó Deus, Deus meu”.

Você precisa IR AO ALTAR:

Altar é lugar de quebrantamento. O lugar secreto. O lugar a sós com Deus. Sua Tenda Pessoal (Moisés).

Hebreus 1:1-2 “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”.

O altar é o lugar onde Deus fala conosco e se manifesta, através da Sua Palavra e do Seu Espírito!

Vinícius de Oliveira

Fim de semana com muitas emoções!

Este foi um fim de semana com muitas emoções!

Na quinta-feira, perdemos uma pessoa muito querida que vinha lutando contra o câncer – a Rosana. Era uma pessoa que amamos muito, bem como seu marido Renato e seus três filhos – Larissa, Nicolas e Gustavo. O Senhor a recolheu; o que foi muito doloroso para todos nós, mas ao mesmo tempo confortante, já que os dois últimos anos haviam sido difíceis para essa família, especialmente os últimos meses nessa luta. Enquanto isso, nossa igreja esteve intercedendo durante esse tempo pela vida dela.

No dia seguinte – na verdade no mesmo dia do sepultamento – faríamos o casamento da Stella, uma filha querida também de nossa igreja – que por sinal muito ligada à família da Rosana também. Ficamos todos apreensivos, inclusive foi cogitada a remarcação do casamento.

Orei e busquei ao Senhor uma palavra que trouxesse conforto aos familiares e próximos à família da Rosana e ao mesmo tempo que não trouxesse um clima de luto ao casamento, já que o mesmo é uma celebração.

Deus derramou uma Graça maravilhosa e aquele casamento foi uma benção!

E apesar de estarmos todos muito cansados, hoje ainda tivemos nosso culto. E para fechar com chave de ouro, acabo de ouvir uma coisa que me deixou muito alegre: uma pessoa que estava passando na rua e quanto estávamos cantando o último cântico, parou, ouviu, começo a chorar, entrou e pediu para receber a Jesus! O cântico era o hino “Alvo mais que a neve”:

Bendito seja o Cordeiro
Que na cruz por nós padeceu
Bendito seja o Seu sangue
Que por nós ali Ele verteu

Eis nesse sangue lavados
Com roupas que tão alvas são
Os pecadores remidos
Que perante seu Deus já estão

Alvo mais que a neve
Alvo mais que a neve
Se nesse sangue lavado
Mais alvo que a neve serei

Quão espinhosa a coroa
Que Jesus por nós suportou
Oh! Quão profundas as chagas
Que nos provam o quanto Ele amou

Eis nessas chagas pureza
Para o maior pecador
Pois que mais alvo que a neve
O Teu sangue nos torna, Senhor

Alvo mais que a neve
Alvo mais que a neve
Se nesse sangue lavado
Mais alvo que a neve serei

Se nós a Ti confessarmos
E seguirmos na Tua luz
Tu não somente perdoas
Purificas também, ó Jesus

Sim e de todo pecado
Que maravilha de amor
Pois que mais alvo que a neve
O Teu sangue nos torna, Senhor

Alvo mais que a neve
Alvo mais que a neve
Se nesse sangue lavado
Mais alvo que a neve serei

Sonho real

Eu estava em algo que parecia ser uma batalha.

Parecia ser o último estágio da batalha, e parecia que dali eu não passaria.

Passava por cada lugar com cuidado, me escondendo para não ser visto e ferido.

Tinha certeza que dessa vez seriam meus últimos inimigos, já que eu estava bem cansado e ferido.

Me lembro de ter ido com todas as forças e ferido todos inimigos quanto pude naquele lugar, até que fui pego e ferido até morrer.

De repente já não estava mais lá. Estava diante d’Ele. A primeira coisa que fiz foi chorar e me desculpar pelas minhas falhas diante d’Ele; não ousava nem olhar pra Ele.

Não lembro bem o que Ele disse, só me lembro d’Ele nem citar minhas falhas; e mais, me dar uma nova chance. Me colocou de volta, mesmo com todas aquelas marcas em mim, eu sabia que com o tempo ia sarar. Voltei leve, sabendo que Ele me aceitou e me deu nova vida. Novo ânimo. Sua Face de amor é a coisa mais maravilhosa e inexplicável que um dia alguém pode experimentar.

Não sei se foi ou sonho ou se foi real. Pra mim foi tudo muito real, até porque é tudo que estou vivendo hoje.

Vinícius de Oliveira

Unção, caráter e técnica

Certa vez ouvi o pr. Bené Gomes ministrando; ele dizia que o “tripé” do músico e adorador deve ser: Unçãocaráter e técnica. São três bases que dão o sustento para que façamos com excelência aquilo que é nosso encargo ministerial. Por agora, vou falar da Unção:

A Unção é a habilidade, a capacitação de Deus para determinada tarefa. Também significa a consagração ou separação de algo ou alguém.

UNÇÃO NO A.T:

UNÇÃO COMO CONSAGRAÇÃO DE PESSOAS E/OU OBJETOS NO AT:

Temos o exemplo do Rei Davi, no Antigo Testamento, que foi ungido por Samuel no meio de seus irmãos:

“Tomou Samuel o chifre do azeite e o ungiu no meio de seus irmãos; e, daquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apossou de Davi. Então, Samuel se levantou e foi para Ramá”. 1 Samuel 16:13

Temos também o exemplo de Moisés, que consagrou todos os utensílios do tabernáculo:

“Então, Moisés tomou o óleo da unção, e ungiu o tabernáculo e tudo o que havia nele, e o consagrou”; Levítico 8:10

A UNÇÃO COMO CAPACITAÇÃO PARA CURAR E LIBERTAR NO AT

Jesus cita esse texto de Isaías dentro da sinagoga dos judeus, referindo-se ao texto com uma profecia sobre Ele mesmo:

“O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas- novas aos quebrantados, enviou- me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados”; Isaías 61

“E acontecerá, naquele dia, que a sua carga será tirada do teu ombro, e o seu jugo do teu pescoço; e o jugo será despedaçado por causa da unção”. Isaías 10:27-28

UNÇÃO NO N.T:

No Novo Testamento não temos encontramos referências de consagração de objetos, porém permanece o sentido de que a unção é a capacitação de Deus para algo.

Em Marcos 6:13, vemos a profecia de Isaías 61 que se cumpriu sobre Jesus e que se estende a todos os que crêem, isto é, seus discípulos:

“expeliam muitos demônios e curavam numerosos enfermos, ungindo- os com óleo”. Marcos 6:13

A unção com óleo se relaciona diretamente à cura também na história do Bom Samaritano (note que em nenhum momento Jesus diz ser uma parábola):

“E, chegando- se, pensou- lhe os ferimentos, aplicando- lhes óleo e vinho; e, colocando- o sobre o seu próprio animal, levou- o para uma hospedaria e tratou dele” Lucas 10:34

Em Tiago 5:14 temos a nossa maior base bíblica sobre a unção com óleo sobre o enfermo:

“Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo- o com óleo, em nome do Senhor”.

Embora o exemplo abaixo seja literal, ou seja, aconteceu realmente, temos esse belo texto da unção relacionada à uma expressão de adoração. Embora não tenhamos a presença física do Senhor aqui, isto é, em carne, podemos “ungí-lo” através nosso quebrantamento e adoração em Sua presença! Aqui Jesus diz ao religioso o que aquela mulher estava fazendo, e que ele não fez em momento algum:

Lucas 7:46
“Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta, com bálsamo, ungiu os meus pés”…

No livro de Hebreus temos também essa linda expressão:

Hebreus 1:9
“Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros”.

E por último, a unção do Espírito que traz conhecimento.

1 João 2:20
“E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento”.

1 João 2:27
“Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou”.

Você tem a unção! Isso é tremendo! Que essa unção em sua vida possa quebrar o jugo de muitas vidas, libertar e curar. Que através de sua adoração, sua unção possa fluir trazendo cura, libertação, alegria e, acima de tudo, possa ser um bálsamo derramado aos pés de Jesus!

Vinícius de Oliveira